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sábado, 4 de agosto de 2012

Para ouvir e refletir: Diogo Nogueira - Fé em Deus


FÉ EM DEUS
Diogo Nogueira

A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar

Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus

Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus

Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus

Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar

Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus

Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé,
Nunca perca a fé em Deus

Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em Deus

domingo, 3 de junho de 2012

Para ouvir e refletir: Engenheiros do Hawaii - Dom Quixote



DOM QUIXOTE
Engenheiros do Hawaii

Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Tudo bem... Até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Muito prazer... Ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

terça-feira, 24 de abril de 2012

A minha alma está armada


Por Marcello Vieira


Certa vez Charles Spurgeon sintetizou muito bem o quê é um cristão, ele disse: “Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor.” Uma frase radical como o evangelho.

O primeiro chamado de Jesus ao homem é a redenção. O segundo é a subversão.

Igreja e missão são sinônimos no projeto de Deus. Cristão e missionário são sinônimos nessa fase de implantação do Reino. No convite de Jesus está implícita a frase: Saia da sua zona de conforto!
Afinal foi isso o quê ele fez. Abandonou o conforto da sua glória divina para se espremer dentro uma matéria humana.

Na verdade, Jesus foi o maior missionário de todos os tempos. E ele ordenou: Sejam meus imitadores!
E missão não é algo que a igreja tem que fazer. Missão é algo que a igreja tem que ser. Não há justificativa bíblica para institucionalizar uma igreja que não seja para transforma-la em uma agência missionária. Uma igreja que se institucionaliza e passa arrecadar dinheiro tem como dever moral patrocinar missões.

E o quê é missão?

Intervenção na história! Ação, comprometimento, sacrifícios de misericórdias.
Pregar o evangelho focando unicamente em patrulhamento moral é condensar o seu poder atômico de transformação sócio cultural. O arrependa-se não se limita aos pecados morais, mas também está em mudar as lentes, tirar o foco do umbigo. Ou seja, uma igreja bíblica é uma igreja missionária.

E quem é a igreja?

Somos todos nós que declaramos Cristo como Senhor.

E o quê que estamos fazendo?

Pouco! Muito pouco! Estamos acomodados nas poltronas das igrejas, estamos traçando o nosso plano de vida, estamos fundamentando o NOSSO REINO e, de quebra, usamos o nome de Deus como um patuá para nos abençoar.  Nos tornamos extremamente egoístas. Nos tornamos fariseus pós modernos, dando esmolas e apegados a uma religiosidade inútil. Uma igreja missionaria se compromete socialmente com as mazelas da sua localidade. Sem partidarismo, exercendo apenas o amor, exercendo apenas sua cidadania.

Até onde estamos indo por Jesus? Essa é uma pergunta comum quando se fala em missões, porém, eu pergunto diferente: O quê você não faria de jeito nenhum por Jesus?


Responda sinceramente essa pergunta e descubra onde está o seu coração. Descubra quem é o seu amor maior, descubra quem você idolatra em espírito e em verdade. É, seu sei. Jesus perde para o seu filho, seu cônjuge, sua carreira, seus sonhos...
A igreja não ama Jesus acima de todas as coisas, por isso, não consegue negar si mesmo e viver pelo outro. Por isso não consegue ser suficientemente relevante. E se ele não é o nosso amor maior, nunca sairemos da nossa zona de conforto, nunca seremos agentes transformadores do Reino, nunca seremos missionários, logo,  continuaremos sendo impostores! Impostores brigando pela defesa do evangelho. Somos patéticos.


Precisamos resolver isso com Ele!

Essa é a pergunta de nossas vidas.  Ao responde-la sinceramente, talvez descubramos que até hoje andamos mentindo para nós mesmos, e esse é o maior boicote que alguém pode fazer a si.

Então você pergunta: Como isso aconteceu? Eu mudei tanto! Eu parei com isso, eu parei com aquilo, ou então, eu nunca fiz isso, eu nunca fiz aquilo. A questão é que o evangelho não nos foi dado para fazer um patrulhamento moral, ele veio para restaurar à correta cosmovisão.

O problema é que você não aderiu o evangelho. Você aderiu ao movimento evangélico, e movimentos enganam, alienam e lobotomizam.

O movimento evangélico hoje no Brasil, infelizmente não tem mais nada a ver com o Evangelho de Jesus. É um verdadeiro sepulcro caiado. Transparece uma paz, contudo, é uma paz inerte e muda perante o império da maldade. E paz sem voz não é paz, é medo.

Buscam desesperadamente paz para seus corações e seguem admitindo toda maldade do mundo sem rebelar-se, para assim, continuarem tentando ser felizes em suas zonas de conforto.

A institucionalidade da igreja trouxe conforto e proteção, porém, com o tempo, trouxeram dúvidas para quem as viu se transformarem em prisões. Para quem as viu se transformarem em masmorras que ferem muita gente boa de Deus.

O clamor final é: Arrependa-se igreja! Vamos resgatar a unidade, a relevância dos cristãos primitivos.

Vamos nos abraçar e fazer filhos na fé e não nos limitarmos às poltronas dos dias de domingo.

Que arda o seu coração! Que o seu espírito se rebele, assim como aconteceu com o espírito de Paulo ao ver a idolatria grega, ao ver o avanço do império da maldade. Que você seja um cristão em missão na sua realidade local. Que ricos e pobres, fortes e fracos, opressores e oprimidos, possam reconhecer Jesus em você.

Que a sua alma esteja armada e apontada para a cara do sossego! Porque paz sem voz não é paz, é medo.


Marcello Vieira no Verbo Primitivo

sábado, 21 de abril de 2012

Para ouvir e refletir: Criolo - Não existe amor em SP


NÃO EXISTE AMOR EM SP
Criolo

Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você

Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu

Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus

quinta-feira, 29 de março de 2012

Para ouvir e refletir: Jorge Camargo - A Felicidade


A FELICIDADE
Jorge Camargo

A felicidade é uma porta
Que sempre se abre pra fora
Quem forçá-la para dentro
Ordena que o amor vá embora

A felicidade é uma porta
São poucos os que se arvoram
A mantê-la escancarada
Como vão de abrigo aos que choram

A felicidade é uma porta

É passagem, é caminho
É meio e não é fim
Roga o bem do seu vizinho
Nunca quer só pra si

A felicidade é uma porta
E abri-la é escolha sua
Quem se fecha não se arrisca
Mas a alegria está na rua

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Uma palavra profética com Lulu Santos


Por Antognoni Misael


Eu catalogava meus arquivos de Rock Pop nacional quando dentre tantas canções me deparei com A cura, de Lulu Santos. Interessante é que o que seria um momento de pesquisa acabou se tornando uma breve devocional. 

Buscando significações em A cura lembrei de quando Jesus professou: “se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19:40). Que afirmação contundente de Cristo!

Incrivelmente hoje há tão poucas mensagens, músicas, pregações que relatam a cerca do grande dia em que a cura definitiva para as imperfeições de muitos chegará.

No estilo de Redemption Song, como fizemos em ‘A Graça do Reggae’, mas sem discorrer historicamente sobre o pop rock de Lulu, lá vai mais um ‘herético’ (rs) post (isso, claro, para os que estão numa pandora gospel). Escute a canção, analise a letra e tire suas prórprias conclusões. A canção é ótima. Dou fé.






A CURA


Existirá,
Em todo porto tremulará
A velha bandeira da vida
Acenderá,
Todo farol iluminará
Uma ponta de esperança


E se virá,
Será quando menos se esperar
Da onde ninguém imagina
Demolirá
Toda certeza vã
Não sobrará
Pedra sobre pedra


Enquanto isso
Não nos custa insistir
Na questão do desejo
Não deixar se extinguir
Desafiando de vez a noção
Na qual se crê
Que o inferno é aqui


Existirá,
E toda raça então experimentará
Para todo mal
A cura!

Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim há de ser a vinda do filho do homem.(Mt 24:27)


Graça 'achada' pelo Toni lá no Arte de Chocar

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A Graça do Reggae


Por Antognoni Misael

Quem curte o contratempo dos compassos sabe do que estou falando. Batida firme, linha de baixo solta, guitarra staccato, órgão ritmado, voz possante. Falo do Reggae, a cara da Jamaica.
Quase sempre relacionado com o ganja, o som da Xaymaca (terra dos manaciais) é evitado por alguns cristãos que o interpretam como um estilo musical lascivo, no entanto, equívocos à parte, vejo que ele tem muito a os ensinar. Ele não foi fruto de encomenda cultural, invenção de marqueteiro musical, nem tampouco tem a haver com a Som Livre, MK, Line Records ou Rick Bonadio. O Reggae representa o grito da sujeição das algemas do século XX. Ele me fascina porque faz lembrar navio negreiro, corpos lançados ao mar, sonhors de famílias destruídos, mas também liberdade, justiça, alegria e superação.
Em 1962 os jamaicanos livraram-se do julgo inglês, mas não de um legado de vioência, desemprego, miséria e analfabetismo. Ali sobrava no fim da história, um povo sofrido, carente da misericórdia de Deus e ainda ferido em nome dele.
Não poderia falar do Reggae sem citar Marcus Garvey, o primeiro jamaicano a receber o título de herói nacional, tal herói desejava levar os negros de volta para a África sob o lema "Um Deus! Uma aspiração! Um destino"! /movido por uma interpretação velho-testamentária equivocadamente aplicada a Jamaica, foi citado na canção de Steel Pulse "Whorth His Weight In Gold" (Valeu seu peso em ouro), relacionando o sentimento jamaicano com as cores da bandeira etíope: "Vermelho pelo sangue que fluiu como um rio, verde pela terra - África, amarelo pelo ouro que eles roubaram, negro pelo povo que eles roubaram".
Com um discurso político-religioso Bob Marley surge na década de 70 como o principal representante do Regge. Identificado com a ideia de redenção e liberdade para o país recém liberto da colonização, ganhou notoriedade no mundo todo e espalhou a música jamaicana por todos os lados do globo. O seu talento era inegável e seu discurso além de libertário, era forte e conquistador. Para mim uma das canções que mais chama a atenção é Redemption Song (Canção da Liberdade), e que merece de forma inadiável ser apreciada:



Sinceramente, hoje em dia quando ouço um louvor em forma de Reggae, ou quando toco tipo "Quem pode livrar como o Senhor?" (Bené Gomes) nesse estilo, penso: Será que os crentes sabem o que o Reggae significa? Sabem em que circunstâncias ele surgiu? de onde veio? Como chegou até nós? Será que pensam que ele foi invenção dos crentes?
Digo sem dúvida que as sementes do Reggae foram os escravos trazidos nos porões dos navios negreiros da África para o Caribe. E o interessante é que nessa história de sujeição, separação, imposição, escravidão, incrivelmente surge o novo, o improvável, o belo. Isso mostra que Deus rege a humanidade de uma forma extraordinária, visto que nesse caleidoscópio da Graça Divina muita coisa passa despercebida por nós diante da sua grandeza.
Deus, Maestro da música, da arte, da história! Ele, somente Ele compõe arte no meio da guerra, compõe vida em ensejos de morte, compõe misericórida em trajetória de injustiça.
Quando penso naquele grande dia o qual toda tribo, língua, povo e nação estará diante dele (Ap 5.9), me torno mais convicto ainda que as identidades culturais espalhadas pela humanidade, embora rabiscadas pelo pecado, são traços criativos de Sua Graça. Portanto pessoal, louvemos a Ele através do Reggae. Viva a Graça Comum. 

Tony Misael é Historiador e músico edita o excelente blog Arte de Chocar e é amigão do Consciência e Fé.