Mostrando postagens com marcador Integridade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Integridade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Reguffe - O Exemplo de Parlamentar que o Brasil precisa.

Bons exemplos na política do Brasil é coisa rara. Em Brasília há um.

Veja a entrevista do deputado distrital José Antônio Reguffe:

Dono da maior votação proporcional do País, José Antônio Reguffe chega à Câmara disposto a reduzir o salário dos deputados e o número de parlamentares no Congresso

Aos 38 anos, o economista José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi eleito deputado federal com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal. Caiu no gosto do eleitorado graças às posturas éticas adotadas como deputado distrital. Seus futuros colegas na Câmara dos Deputados que se preparem. Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos. A partir de 2011, Reguffe pretende repetir a dose, mesmo ciente de que seu exemplo saneador vai contrariar a maioria dos 513 deputados federais. Promete não usar um único centavo da cota de passagens, dispensar o 14º e 15º salários, o auxílio-moradia e reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a cota de gabinete. “O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos”, disse em entrevista à ISTOÉ.

ISTOÉ - O sr. esperava ter quase 270 mil votos?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -Nem no meu melhor sonho eu poderia imaginar isso. O resultado foi completamente inesperado. Foi um reconhecimento ao mandato que fiz como deputado distrital. Cumpri todos os meus compromissos de campanha. Enfrentei a maioria e cheguei a votar sozinho na Câmara Legislativa.

ISTOÉ - O que foi diferente na sua campanha para gerar uma votação recorde?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - A campanha foi muito simples, gastei apenas R$ 143,8 mil. Não teve nenhuma pessoa remunerada, não teve um comitê, carro de som, nenhum centavo de empresários. Posso dizer isso alto e bom som. Foi uma campanha idealista, da forma que acho que deveria ser a política. Perfeito ninguém é. Mas honesta toda pessoa de bem tem a obrigação de ser. Não existe meio-termo nisso. Enfrentei uma campanha muito desigual. Só me elegi pelo trabalho como deputado distrital.

ISTOÉ - O que o sr. fez como deputado distrital?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Abri mão dos salários extras que os deputados recebem, reduzi minha verba de gabinete, eliminei 14 vagas de assessores de gabinete. Por mês, consegui economizar mais de R$ 53 mil aos cofres públicos, um dinheiro que deveria estar na educação, na saúde e na segurança pública. Com as outras economias, que incluem verba indenizatória e cota postal, ao final de quatro anos, a economia foi de R$ 3 milhões. Se todos os 24 deputados distritais fizessem o mesmo, teríamos economia de R$ 72 milhões.

ISTOÉ - O sr. pretende abrir mão de todos os benefícios também na Câmara Federal?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Na campanha, assumi alguns compromissos de redução de gastos. Na Câmara, vou abrir mão dos salários extras de deputados, como o 14º e o 15º, que a população não recebe e não faz sentido um representante dessa população receber. Não vou usar um único centavo da cota de passagens aéreas, porque sou um deputado do DF. Não vou usar um único centavo do auxílio-moradia. É um absurdo um deputado federal de Brasília ter direito ao auxílio-moradia. Vou reduzir a cota interna do gabinete, o “cotão”, e não vou gastar mais de R$ 10 mil por mês.

ISTOÉ - Com essa atitude na Câmara Legislativa, o sr. recebeu uma pressão dos colegas. Não teme sofrer as mesmas pressões na Câmara Federal?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - É verdade. Eu fui investigado, pressionado. Mas não quero ser mais realista que o rei, sou um ser humano como qualquer outro, erro, falho, mas quero cumprir os compromissos com as pessoas que votaram em mim. Uma pessoa que se propõe a ser representante da população tem que cumprir sua palavra. O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar gastando bem menos e desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos.

ISTOÉ - Quando houve a crise do mensalão do DEM em Brasília o sr. realmente pensou em abandonar a política?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Houve alguns momentos em meu mandato que pensei em não ser candidato a nada, por uma decepção muito grande com a classe política. E uma decepção quanto à forma como a sociedade enxerga a política, da sociedade achar que todo político é corrupto.

ISTOÉ - O sr. já tem projetos para o seu mandato? A reforma política é um deles?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Sim. Vou apresentar uma proposta de reforma política em cinco pontos. A população não se considera representada pela classe política e é preciso modificar isso. O primeiro ponto é o fim da reeleição para cargos majoritários, como prefeito e governador, e o limite de uma única reeleição para cargos legislativos. Tem gente que é deputado há 40 anos. Mas a política deve ser um serviço e não uma profissão.

ISTOÉ - E os outros quatros pontos?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Vou propor o fim do voto obrigatório. A eleição do Tiririca, em São Paulo, é o resultado do que ocorre quando se obriga a população a votar. Ela vota em qualquer um. O terceiro ponto é o voto distrital. A quarta proposta é um sistema de revogabilidade de mandato, no qual o eleitor poderia pedir o mandato do candidato eleito, caso ele não cumpra seus compromissos. Por fim, defendo o financiamento público de campanha.

ISTOÉ - Nos moldes do que tramita no Congresso?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Não. Minha proposta é totalmente diferente. Se der dinheiro ao político, ficará pior do que está, porque vai ter gente virando candidato só para ganhar dinheiro. Na minha proposta, a Justiça Eleitoral faria uma licitação e a gráfica que ganhasse imprimiria o panfleto de todos os candidatos, padronizado e em igual quantidade para todos. A pessoa teria que ganhar no conteúdo. O TSE pagaria a gráfica. A produtora que ganhasse gravaria programas na tevê para todos os candidatos. A campanha ficaria mais chata, mas acabaria a promiscuidade entre público e privado.

ISTOÉ - Como o sr. vê as propostas que aumentam o número de deputados e vereadores?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - É importante a existência de um Legislativo forte. Mas as casas legislativas no Brasil são muito gordas e deveriam ser bem mais enxutas. A Câmara não precisa de 513 deputados, bastariam 250.

ISTOÉ - O mesmo vale para o Senado?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Deveria ser como era antes, com apenas dois senadores por Estado. Assim sobrará mais dinheiro para a educação, a saúde, a segurança pública e os serviços públicos essenciais. É muito difícil aprovar essa mudança, mas não é por isso que deixarei de lutar por minhas ideias.

ISTOÉ - Como será seu comportamento diante das propostas do Executivo?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Os parlamentares que votam sempre sim ou sempre não, porque são da base do governo ou da oposição, não têm a menor consciência de suas responsabilidades. Eu tenho. Vou agir da mesma forma como agi na Câmara Legislativa, vou analisar o mérito do projeto e algumas vezes votar contra o meu partido. Ideias a gente debate ao extremo, mas a pessoa de bem não pode transigir com princípios. Ceder um milímetro em matéria de princípio é o primeiro passo para ceder um quilômetro.

ISTOÉ - O sr. não teme se tornar um personagem folclórico ao apresentar propostas que dificilmente terão apoio dos outros 512 deputados?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - A primeira tentativa é de folclorizar quem enfrenta o sistema, quem luta pelo que pensa e quer sair dessa prática da política convencional. Eu faço a minha parte. Não assumi o compromisso com nenhum eleitor meu de que vou conseguir aprovar os meus projetos. Mas assumi o compromisso com todos os meus eleitores de que vou fazer a minha parte e disso eu não vou arredar um milímetro. As pessoas fazem uma série de confusões na política. Uma delas é acreditar que governabilidade é sinônimo de fisiologismo. É trocar votos por cargos ou por liberação de emendas. É claro que existem outros 512. Se eu for minoria, fui, mas vou votar como acho que é certo.

ISTOÉ - O PDT hoje tem o Ministério do Trabalho na mão, o sr. concorda com isso? O sr. acha que os partidos devem ter indicações no governo?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Como cidadão eu gostaria de ver uma nova forma de fazer política, um novo conceito de administração pública. O partido deveria ter uma atitude de independência. Eu respeito a decisão da maioria. Mas a contribuição à sociedade seria maior se fosse independente, elogiando o que é correto e criticando o que é errado.

ISTOÉ - No primeiro turno, o sr. foi contra o PDT e votou na Marina Silva. E no segundo turno? Vai liberar seus eleitores?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Ainda tenho que ouvi-los. Mas, a princípio, sinto que estão muito divididos. Tive votos em todas as cidades do Distrito Federal, nos mais diferentes perfis de escolaridade e renda. Onde eu tive mais votos foi na classe média.

ISTOÉ - Quais são seus outros projetos?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Quero criar a disciplina cidadania nas escolas. Tão importante quanto ensinar matemática e português é ensinar a criança a ser cidadã. O aluno precisa aprender os princípios básicos da Constituição Federal. Uma população que não conhece seus direitos não tem como exigi-los. As pessoas não sabem qual é a função de um deputado. Isso é muito grave. A gente constrói um novo país investindo na educação.

ISTOÉ - O sr. é a favor da Lei dos Fichas Sujas já nesta eleição?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Sou. Eu sou favorável a tudo que for para moralizar a atividade política.

ISTOÉ - Mesmo contrariando a Constituição? Dentro do STF há quem diga que a lei não deveria retroagir.

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - A Constituição é que deveria, há muito tempo, vetar pessoas sem estatura moral para representar a sociedade.

ISTOÉ - A Câmara e o Senado têm um orçamento que ultrapassa R$ 5 bilhões. O sr. tem algum projeto para reduzir esse valor?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Tudo aquilo que eu fizer também vou apresentar como proposta. Quero, pelo menos, provocar a discussão.

ISTOÉ - O País inteiro ficou impressionado com a votação da mulher do Roriz, que conseguiu um terço dos votos. Há quem a chame até de mulher laranja. Como o sr. viu o resultado em Brasília?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Estou apoiando o Agnelo. Mas o voto do eleitor a gente tem que respeitar, mesmo quando não gosta desse voto. Eu respeito.


Entrevista Publicada originalmente na Revista IstoÉ

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Integridade e Corrupção !

Escândalo do mensalão, dólares na cueca, valerioduto, operação dominó, operação moeda verde, operação sanguessugas, operação navalha, escândalo das passagens aéreas, atos secretos, a lista é enorme e escândalos de corrupção são descobertos de tempos em tempos.



“A corrupção é como um câncer na medula da nossa nação” – Hernandes Dias Lopes

Se não bastasse saber que escândalos políticos são trazidos a tona quase todos os dias, temos que engolir o fato de que nosso congresso nacional é um dos mais caros do mundo, é isso mesmo, segundo levantamento feito pela Transparência Brasil em 2007 apenas o Congresso norte americano é mais caro, mas quando calculado,o que isso pesa no bolso do cidadão nosso país é campeão, isso porque nossa população é menor,
o levantamento ainda diz que o custo do nosso congresso é de nada mais, nada menos que 11.545,04 por minuto.
Diante desses fatos me pergunto existem homens honestos nos dias atuais ?
Se conversarmos com algumas pessoas sobre o assunto em questão, a resposta rápida de muitos seria: não, ainda mais no cenário político brasileiro, quem é honesto não entra em política.Já ouvi muitos populares responderem desta maneira, a realidade do cenário político brasileiro é triste, discordo com a idéia de que todos que se envolvem em um processo político/ eleitoral sejam corruptos, mas posso afirmar sem sombra de dúvidas que são raríssimas exceções, me parece que o grande jurista Rui Barbosa estava certo quando disse:

“Haverá um tempo em que os homens terão vergonha de ser honestos”

Rui Barbosa foi extremante feliz na sua colocação, hoje nos parece que ser honesto, ser íntegro é uma cousa ultrapassada, antiga, careta.Quando nos deparamos com uma oportunidade de abraçar a corrupção e não o fazemos, parece que estamos mais perto de ser vistos como E.t’s do que cidadãos honestos, muitas pessoas ficam atônitas quando presenciam alguém se manter íntegro diante de uma prova.Uma inversão de valores abominável.
E o Cristão o que tem feito diante desta situação, você permanece íntegro mesmo quando parece que não vai obter nenhum lucro com isso? Você permanece íntegro quando as pessoas agridem e ferem você?
Na Bíblia Deus nos deixou uma resposta para essa questão, o Apostolo Paulo escreve aos Filipenses:

“vós torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros do mundo”(Fp 2.15)

Vejo também muitos Cristãos falarem assim:”todos são corruptos, se eu não ser,não vai fazer diferença alguma”
Será que essa deve ser a resposta de alguém que busca o caráter de Cristo? Acredito que não, na bíblia encontro historias de homens como Daniel que mesmo diante de uma sociedade corrupta não se contaminou, e recompensa pela integridade de Daniel não foi imediata, muito pelo contrario quando ele decidiu se manter honesto diante de Deus ele foi mandado para uma cova de leões (Dn 6.16). Mas a escritura também diz que o justo não fica desamparado, depois que Deus livra Daniel da cova, o jovem é eleito governador(Dn 6 26-28)

Ah! Quantos que estão ocupando as mais altas posições de poder, mas que não possuem integridade moral, já ouvi alguém dizer que o dinheiro, o poder e a fama corrompem o homem, eu prefiro crer que o poder só mostra o que realmente as pessoas são, Abraham Lincoln disse certa feita:

“Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem dá-lhe poder”

Meu amigo e irmão não espere pelos outros para construirmos uma nação mais justa e honesta, você é o agente transformador que Deus quer usar para mudar essa sociedade
Jamais esqueça que devemos ser a mudança que desejamos ver.
A minha esperança e minha oração é que tenhamos em nossa nação líderes íntegros, homens que não busquem o beneficio próprio a custas da necessidades de outrem, homens que não queiram abastecer suas contas bancarias tirando do pobre e necessitado o direito que ele tem de ser assistido e auxiliado, homens que não tenham o desejo de enriquecer assaltando os cofres públicos.
A escritura diz que o bom nome vale mais do que as riquezas, caráter na se barganha, integridade não é uma mercadoria, moral não se negocia, integridade é uma conquista que só aqueles que compreendem a justiça de Deus alcançam.,com Deus não existe ‘jeitinho brasileiro’ a palavra de Deus diz que não são apenas as raposas que fazem mal as vinhas, mas também as raposinhas (Ct 2.15), não existe mentira grande ou mentirinha, mentira é mentira, e Deus só trabalha dentro de um espaço chamado verdade. Que Deus possa levantar homens íntegros para que a nossa nação venha ser colocada nos trilhos da honestidade e da integridade, só assim veremos uma nação grande e abençoada.Meu desejo é que você possa ser instrumento de Deus, para chamar atenção dos homens à consertarem sua vida diante de Deus e da sociedade!