quinta-feira, 24 de maio de 2012
Homenagem ao Corpo de Cristo
Por Fábio Bauab
A vida é mesmo maravilhosa. Às vezes passamos por momentos e situações em que a única vontade que temos é de desistir de tudo. Eu confesso que já vivi algumas destas situações como professor de teologia. Já me perguntei várias vezes se vale a pena investir na educação teológica, principalmente quando olho para a TV e vejo os preletores violentando os textos bíblicos.
Mas como eu dizia, a vida é mesmo maravilhosa. Tem dias que você é surpreendido de tal maneira que fica difícil esconder a alegria. Dias atrás vivi isto também. Uma ex-aluna postou uma citação de São João Crisóstomo que encheu o meu coração de alegria. Sim, pensei comigo, vale a pena investir na educação teológica. Ainda que muitos alunos vendam os seus princípios ao saírem dos seminários, sempre haverá aqueles que carregarão consigo um pouco do que pensamos e daquilo que acreditamos. Enfim, carregarão um pouco de nós.
Tenho esperanças que uma nova geração de líderes surja com o coração voltado para o estudo sério das escrituras e para o estudo da teologia. Uma geração que entende o valor da reflexão teológica já produzida ao longo de mais de dois mil anos de história. Uma geração literalmente apaixonada pelo Reino de Deus que encontra na piedade e na reflexão séria os fundamentos para uma vida cristã relevante.
Transcrevo abaixo a citação de São João Crisóstomo. Uma citação extremamente relevante para os nossos dias. O meu sonho é que os pastores de mega-igrejas pudessem ler esta citação e compreendê-la. Mas isto é apenas um sonho…
“Vocês querem realmente homenagear o corpo de Cristo? Então não se esqueçam dele na sua nudez. Ao honrá-lo (na igreja) com tapeçarias de seda, não se esqueçam dele lá fora perecendo de frio e nu… Aquele que disse, “Este é o meu corpo”, também disse “Quando estive com fome não me destes de comer”… portanto, não se esqueçam dos irmãos nos seus sofrimentos, quando estão decorando a casa de Cristo. Nossos irmãos são muito mais verdadeiramente templos de Cristo do que qualquer edifício eclesiástico”.
São João Crisóstomo – Homilia sobre Mateus
Fábio Bauab para o Consciência e Fé
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
Paulo Romeiro: Corrupção nas igrejas
Pra quem vive na fantasia de achar que na 'igreja' brasileira não existe corrupção:
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O Cristão e a Corrupção
sábado, 12 de maio de 2012
Música Oficial da Copa do Mundo no Brasil em 2014
Por Lucas Porto
É (não) oficial saiu a música tema da (não) da Copa do Mundo de 2014 no Brasil
ouça e veja e tire suas próprias conclusões:
Nada mais coerente!
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domingo, 6 de maio de 2012
Para ouvir e refletir: Fruto Sagrado - O que na verdade somos?
O QUE NA VERDADE SOMOS?
Fruto Sagrado
Não há mais segredos pra esconder
Por que complicar a verdade?
Que adianta apontar o caminho
E seguir outra direção?
Quando mundo tenta nos enxergar,
Será que vê o que realmente somos?
Pra falar do amor
Tenho que aprender a repartir o pão
Chorar com os que choram
Me alegrar com os que cantam
Senão ninguém vai me ouvir...
Se a verdade é tão simples, onde erramos?
Ou o que deixamos de fazer?
Se não há mais segredos,
Por que complicamos?
Poucos entendem a verdade!
Pra fazer diferença não basta ser diferente
De que modo eu mudo a história?
Com discurso ou com ação?
Pra falar do amor,
tenho que aprender a repartir o pão
Chorar com os que choram
Me alegrar com os que cantam
Ninguém vai me ouvir sem amor...
O que na verdade somos?
O que você vê quando me vê?
Se o mundo ainda é mau
O culpado está diante do espelho!
O que na verdade somos?
O que você vê quando me vê?
Pra que serve a luz que não acende?
Não ilumina a escuridão
Fruto Sagrado
Não há mais segredos pra esconder
Por que complicar a verdade?
Que adianta apontar o caminho
E seguir outra direção?
Quando mundo tenta nos enxergar,
Será que vê o que realmente somos?
Pra falar do amor
Tenho que aprender a repartir o pão
Chorar com os que choram
Me alegrar com os que cantam
Senão ninguém vai me ouvir...
Se a verdade é tão simples, onde erramos?
Ou o que deixamos de fazer?
Se não há mais segredos,
Por que complicamos?
Poucos entendem a verdade!
Pra fazer diferença não basta ser diferente
De que modo eu mudo a história?
Com discurso ou com ação?
Pra falar do amor,
tenho que aprender a repartir o pão
Chorar com os que choram
Me alegrar com os que cantam
Ninguém vai me ouvir sem amor...
O que na verdade somos?
O que você vê quando me vê?
Se o mundo ainda é mau
O culpado está diante do espelho!
O que na verdade somos?
O que você vê quando me vê?
Pra que serve a luz que não acende?
Não ilumina a escuridão
quinta-feira, 3 de maio de 2012
O Brasil é uma festa da corrupção

Por Derval Dasilio
O país das bravatas. Antes das eleições o senador, o deputado, o governador, era o campeão da moralidade. Os palanques balançam com a retórica da indignação, mas depois das eleições lá estão eles na festa do crime e da corrupção, ou protegendo corruptos, sem que seus eleitores se envergonhem deles. Não temem punição, pois são eles que fazem as leis corporativas que os livrarão de pegar cadeia e devolver o que roubaram do povo. Antigamente se chamava de neurastenia, ou histerismo, berrar, gritar, falar alto, o que é mais comum nos brasileiros. O garçom atende mal, damos uma bronca nele. Mas um banco poderoso denuncia uma pessoa como devedora, fazendo-a perder crédito na praça, colocando-a na lista dos “ficha suja” por um débito de 30 centavos. Mas não se protesta por isso.
A crassa desonestidade – que se pode chamar eufemisticamente de “falta de ética” – que nos últimos tempos esquenta o ambiente cultural nacional é prova de que o Brasil mostra a sua verdadeira cara. O governador que antes foi líder estudantil encabeçando passeatas, defendeu os sem-terra, agora manda a polícia espancar e jogar gás em estudantes que fazem passeata; envia tropas de choque para desocupar “invasões” em propriedades de uma empresa multinacional, ganha pontos nas pesquisas e provavelmente vai reeleger-se nas próximas eleições.
O congressista que se elegeu à custa da crescente população evangélica rouba do erário, promove parentes, enriquece-se com concorrências fraudulentas, privilegia os amigos e ONG’s evangélicas que recebem polpudas dotações “sociais” e devolvem comissões ao mesmo, e púlpitos de grandes igrejas lhes são oferecidos. Ele fala contra os “perseguidores do evangelho” que ousam apresentar evidências de seu enriquecimento ilícito, e garante que “aquelas verbas” continuarão vindo. Igrejas e laranjais se igualam.
O pastor milionário da TV vende seu produto: “Deus tem um plano de salvação para você, sua família, seus filhos e sua mulher. E você pode usar o credicard da igreja. Basta pedir o seu, e ir ao seu banco entregar sua oferta”. Jamais será indiciado por estelionato. Ele “prega o evangelho” enquanto aumenta a conta bancária da igreja da qual é dono, sem ter que dar satisfações ao Ministério da Fazenda.
Aliás, o eleitor evangélico, como os demais, jamais acreditará na responsabilidade implícita do seu voto. Não acreditará que ao votar deve-se exigir uma atuação parlamentar pela erradicação da pobreza extrema, da fome e das epidemias cíclicas; exigir educação completa da alfabetização à universidade; exigir cuidados com o meio ambiente. Poderia ser consciente de que toda a população de Marrocos equivale à população brasileira submersa na miséria; que 600 municípios brasileiros, nos 13 bolsões permanentes de miséria e pobreza extrema, necessitados de água potável, esgotos, escola em mínima qualidade, saúde pública e que é através do voto que se pode corrigir tudo isso. Será que interessa?
Aqui, nesse meio, quanto mais viva a corrupção mais sussurros, boca-miúda, pausas, silêncios. O corporativismo evangélico exige controle emocional, condena a raiva, transfere para o além as punições cabíveis; o grito e a indignação são condenáveis e revelam “ausência de espiritualidade” nos inconformados. São “sentimentos baixos”, indignos, impróprios para o crente. Não dá pra entender este país. Ou dá.
Uma expressão latina, “corruptio optimi pessima est” (a corrupção dos melhores é a pior) identifica o que geralmente vemos acontecendo, tanto no Congresso Nacional, nas câmaras legislativas estaduais e municipais, como nas poderosas denominações evangélicas, ricas de puxar dinheiro com rodo. Sem impostos, claro.
O pastor líder da grande denominação é pego com a boca na botija, enriquece a olhos vistos, vive em luxo ostensivo, seus parentes gozam privilégios salariais impressionantes, a cúpula da organização eclesiástica ocupa residências nababescas, tem conta no exterior, não pagam impostos, porque o dinheiro vem da igreja. A comunidade evangélica silencia. Assume a conivência, compactua com a corrupção dos que ocupam altos cargos nas denominações, ou daqueles que os representam no Congresso. Fazer negócios e mercadejar produtos religiosos é privilégio da religião. É “assunto espiritual”, e estamos conversados. Ademais, a exaltação, esbravejar contra desmandos, gestos exagerados de inconformismo não pegam bem para o crente evangélico, diz o pastor no púlpito. Esqueceu que o silêncio trai mais a culpa do que a inocência. “Onde há fumaça há fogo”. O velho ditado não tem efeito nas igrejas.
O que diferencia o evangélico que domina as estatísticas da população brasileira religiosa? Distante do rigor moral do falecido protestantismo de missões, o novo evangélico reproduz a sociedade brasileira em suas piores características. O Brasil é uma festa de frouxidão ética. Pragmaticamente liberto do fundamento que “condena ao inferno”, a salvação pode ser comprada com a oferta no altar, e o evangélico tende a eleger a corrupção e o oportunismo político como “virtude” ou resultado de bem-aventurança.
Não importam os cultos, em todas as formas vigentes no Brasil a corrupção consentida vigora entre nós. Para o antropólogo, envolvido no estudo das culturas e tradições populares, Pedro Malazartes e Macunaíma são interessantes como protótipos culturais, engendrados para explicar a alma brasileira. São personagens aéticos, oportunistas, espertalhões, capazes de adaptarem-se e dar jeito em tudo, devorando princípios em antropofagia explícita. Ambiguidade? Aí está a palavra que melhor define a sociedade brasileira. Evangélicos também entram na farra e se divertem muito, ao que parece.
A ambiguidade não é privilégio de ninguém. E nesse caso não se pode culpar o catolicismo de frouxidão moral, superstição. Nem a religiosidade popular, que a maioria cultiva, trazida na bagagem cultural ibérica ou lusitana, ou da África, dos terreiros e tambores candobleístas ou umbandistas; ou no tum-tum-tum rítmico da macumba. Evangélicos, católicos, espíritas kardecistas e afro-religiosos, brasileiros, nunca fomos tão iguais. A farra dura o ano inteiro, fazendo inveja ao Carnaval. E salve-se quem puder.
A crassa desonestidade – que se pode chamar eufemisticamente de “falta de ética” – que nos últimos tempos esquenta o ambiente cultural nacional é prova de que o Brasil mostra a sua verdadeira cara. O governador que antes foi líder estudantil encabeçando passeatas, defendeu os sem-terra, agora manda a polícia espancar e jogar gás em estudantes que fazem passeata; envia tropas de choque para desocupar “invasões” em propriedades de uma empresa multinacional, ganha pontos nas pesquisas e provavelmente vai reeleger-se nas próximas eleições.
O congressista que se elegeu à custa da crescente população evangélica rouba do erário, promove parentes, enriquece-se com concorrências fraudulentas, privilegia os amigos e ONG’s evangélicas que recebem polpudas dotações “sociais” e devolvem comissões ao mesmo, e púlpitos de grandes igrejas lhes são oferecidos. Ele fala contra os “perseguidores do evangelho” que ousam apresentar evidências de seu enriquecimento ilícito, e garante que “aquelas verbas” continuarão vindo. Igrejas e laranjais se igualam.
O pastor milionário da TV vende seu produto: “Deus tem um plano de salvação para você, sua família, seus filhos e sua mulher. E você pode usar o credicard da igreja. Basta pedir o seu, e ir ao seu banco entregar sua oferta”. Jamais será indiciado por estelionato. Ele “prega o evangelho” enquanto aumenta a conta bancária da igreja da qual é dono, sem ter que dar satisfações ao Ministério da Fazenda.
Aliás, o eleitor evangélico, como os demais, jamais acreditará na responsabilidade implícita do seu voto. Não acreditará que ao votar deve-se exigir uma atuação parlamentar pela erradicação da pobreza extrema, da fome e das epidemias cíclicas; exigir educação completa da alfabetização à universidade; exigir cuidados com o meio ambiente. Poderia ser consciente de que toda a população de Marrocos equivale à população brasileira submersa na miséria; que 600 municípios brasileiros, nos 13 bolsões permanentes de miséria e pobreza extrema, necessitados de água potável, esgotos, escola em mínima qualidade, saúde pública e que é através do voto que se pode corrigir tudo isso. Será que interessa?
Aqui, nesse meio, quanto mais viva a corrupção mais sussurros, boca-miúda, pausas, silêncios. O corporativismo evangélico exige controle emocional, condena a raiva, transfere para o além as punições cabíveis; o grito e a indignação são condenáveis e revelam “ausência de espiritualidade” nos inconformados. São “sentimentos baixos”, indignos, impróprios para o crente. Não dá pra entender este país. Ou dá.
Uma expressão latina, “corruptio optimi pessima est” (a corrupção dos melhores é a pior) identifica o que geralmente vemos acontecendo, tanto no Congresso Nacional, nas câmaras legislativas estaduais e municipais, como nas poderosas denominações evangélicas, ricas de puxar dinheiro com rodo. Sem impostos, claro.
O pastor líder da grande denominação é pego com a boca na botija, enriquece a olhos vistos, vive em luxo ostensivo, seus parentes gozam privilégios salariais impressionantes, a cúpula da organização eclesiástica ocupa residências nababescas, tem conta no exterior, não pagam impostos, porque o dinheiro vem da igreja. A comunidade evangélica silencia. Assume a conivência, compactua com a corrupção dos que ocupam altos cargos nas denominações, ou daqueles que os representam no Congresso. Fazer negócios e mercadejar produtos religiosos é privilégio da religião. É “assunto espiritual”, e estamos conversados. Ademais, a exaltação, esbravejar contra desmandos, gestos exagerados de inconformismo não pegam bem para o crente evangélico, diz o pastor no púlpito. Esqueceu que o silêncio trai mais a culpa do que a inocência. “Onde há fumaça há fogo”. O velho ditado não tem efeito nas igrejas.
O que diferencia o evangélico que domina as estatísticas da população brasileira religiosa? Distante do rigor moral do falecido protestantismo de missões, o novo evangélico reproduz a sociedade brasileira em suas piores características. O Brasil é uma festa de frouxidão ética. Pragmaticamente liberto do fundamento que “condena ao inferno”, a salvação pode ser comprada com a oferta no altar, e o evangélico tende a eleger a corrupção e o oportunismo político como “virtude” ou resultado de bem-aventurança.
Não importam os cultos, em todas as formas vigentes no Brasil a corrupção consentida vigora entre nós. Para o antropólogo, envolvido no estudo das culturas e tradições populares, Pedro Malazartes e Macunaíma são interessantes como protótipos culturais, engendrados para explicar a alma brasileira. São personagens aéticos, oportunistas, espertalhões, capazes de adaptarem-se e dar jeito em tudo, devorando princípios em antropofagia explícita. Ambiguidade? Aí está a palavra que melhor define a sociedade brasileira. Evangélicos também entram na farra e se divertem muito, ao que parece.
A ambiguidade não é privilégio de ninguém. E nesse caso não se pode culpar o catolicismo de frouxidão moral, superstição. Nem a religiosidade popular, que a maioria cultiva, trazida na bagagem cultural ibérica ou lusitana, ou da África, dos terreiros e tambores candobleístas ou umbandistas; ou no tum-tum-tum rítmico da macumba. Evangélicos, católicos, espíritas kardecistas e afro-religiosos, brasileiros, nunca fomos tão iguais. A farra dura o ano inteiro, fazendo inveja ao Carnaval. E salve-se quem puder.
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terça-feira, 1 de maio de 2012
Oração ao Deus de amor - Soren Kierkegaard
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